Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Mato Grosso

Trade turístico se une para a volta de vôo internacional no aeroporto Internacional Marechal Rondon



Desde o último dia 3 de julho, por determinação da Receita Federal em Mato Grosso, foi suspenso o vôo internacional entre Cuiabá e Santa Cruz. A notícia não agradou o trade turismo mato-grossense, que se reuniram no Hotel Paiaguás, para discutirem estratégias e forçar a Receita Federal na decisão de indeferir a licença dos vôos internacionais no aeroporto Marechal Rondon. 

Representantes de sindicatos, dos segmentos de turismo, restaurantes e hotelaria decidiram se unir contra a decisão e pelo retorno da linha ligando Cuiabá a Bolívia. A delegada da Receita Federal em MT, Marcela Maria Ladislau foi apontada como a responsável por indeferir a manutenção de vôos regulares internacionais no aeroporto Marechal Rondon, alegando falta de estrutura compatível para este tipo vôo internacional. A delegada espera a conclusão da ampliação do aeroporto para autorizar qualquer tipo de vôo internacional.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Similares, Luis Carlos Nigro, não aceita a decisão, e diz que essa notícia entristeceu o turismo em Mato Grosso. “Essa notícia vem como um balde de água fria para o turismo” declarou Nigro.

Oiran Gutierrez, presidente do Sindicato das Agências de Turismo do Estado (Sindetur), declarou que a decisão da Receita Federal feriu os interesses do trade turístico e atinge a sociedade mato-grossense.

O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores de Mato Grosso, Divino Braga, que também é presidente da FETRATHU e SEMPHOSTUR, declarou indignação com a suspensão desse vôo internacional. “Eu repudio essa decisão da Receita Federal, durante a Copa do Mundo em Cuiabá, várias companhias aéreas realizaram embarques e desembarques internacionais, entre elas a companhia boliviana Amaszonas, que fez vários vôos para Santa Cruz de la Sierra, sendo três por semana. O trade turístico vai se reunir com governo do Estado, senadores e deputados federais , para discutir a situação”, enfatizou Divino.

De acordo com Divino a internacionalização do aeroporto seria um grande legado da Copa para o turismo, que não recebeu nenhum investimento para o Mundial. “Queremos explicações sobre essa decisão e cobramos continuidade do sistema de alfândega mesmo depois da copa”, declarou.

Agripino Bonilha Filho, representante da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), disse que vai conversar com os políticos de Mato Grosso para reverter essa situação.

O representante regional da Amaszonas, Juliano Gutierrez lamentou a suspensão do vôo. “O cancelamento de vôos internacionais trará prejuízos muito grandes, já que terá obrigação de bancar o transporte de passageiros que haviam feito reservas até agosto do próximo ano”, disse Gutierrez. 

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